segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Um livro, um filme, um album

Este fim de semana, como tive tempo de sobra, aproveitei esse tempo para ler um livro e para ver uns DVD's.
O livro, que recomendo vivamente a todos para o lerem, é "O diário da nossa paixão" de Nicholas Sparks. Eu sou um fã deste escritor, mas dos livros todos que já li dele, este foi o que eu gostei mais. Não vou desvendar nada sobre a história, mas empresto o livro a quem quiser ler.
Um dos filmes que vi durante o fim de semana foi "Uma casa, uma vida" (Life as a house) de Irwin Winkler, com Kevin Kline, Kristin Scott Thomas, Hayden Christensen e Jena Malone nos principais papeis. De todos os filmes que vi, este é o que eu recomendo. Apenas deixo a sinopse para perceberem um pouco mais da história do filme:
Esta é a história de um arquitecto de meia idade (Kline) que descobre que tem um tumor e que lhe restam apenas uns meses de vida. Confrontado pelas novas mudanças que surgem na sua vida, decide começar a trabalhar no sonho que sempre adiou de construir a sua própria casa.
Nesta altura de mudança, as pessoas que mais o transtornavam desde a sua ex-mulher, ao seu filho irreverente, voltam a aproximar-se lentamente dele apercebendo-se como as suas vidas se modificaram completamente.
A construção da casa perfeita transforma-se numa metáfora para a reparação de uma vida destruída...

Depois de recomendar um livro e um filme, achei por bem, recomendar também um album de música, que sempre que o oiço, fico com uma sensação de paz interior, que faz com que sinta que o dia vai ser em grande. O album é o "In between dreams" do Jack Johnson. Desde a primeira vez que o ouvi que passei logo a gostar da música dele. Fica para já, a ideia de ir vê-lo ao vivo no Pavilhão Atlântico.

Ficam aqui as recomendações de um fim de semana um pouco diferente do que costumava ter...

O diário da nossa paixão Uma casa, uma vida In between dreams

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

O estado da nossa saúde

Ainda estou um pouco incrédulo com a história que a minha avó me acabou de contar, mas já tinha ouvido falar de histórias idênticas. O meu avô hoje tinha uma consulta num hospital numa zona periférica à cidade de Lisboa, digo tinha porque quando lá chegou, depois de ter marcado essa consulta há quase 2 meses, a secretária que estava lá a atender os utentes "descobriu" que a consulta não estava no computador, ou seja, ou não tinha sido marcada ou tinha sido mal marcada.
Devido a um erro que não foi dos meus avós, eles não tiveram consulta, tiveram que fazer uma viagem de táxi de alguns quilómetros e o fim não tiveram a consulta a que tiveram direito.
Mas o melhor da história ainda está para vir, não só não tiveram consulta, perdendo tempo e dinheiro, como só conseguiram marcar consulta, para a vez da que não tiveram, para o mês de Setembro de 2006!!! (até me esqueci de perguntar o dia à minha avó).
Agora percebo porque é que dizem que a saúde em Portugal não anda bem, com pessoas assim a trabalhar nos hospitais, os utentes vão ter sempre razões de queixa.

Mas no fim, a quem é que nos vamos queixar? Ao hospital? Ao governo? À secretária? Eles vão pôr sempre as culpas noutra pessoa ou instituição e andamos assim, numa situação que é impossível de sustentar, pois a saúde é um dos bens mais preciosos que cada pessoa tem.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

250 anos depois...



Foi durante o dia de ontem que se "comemorou" os 250 anos do terramoto de 1755 em Lisboa.

Escrevo "comemorou" entre aspas, pois acho que não é uma grande comemoração, mas sim, um dia em que devemos pensar que somos minúsculos neste Mundo. Creio que fizeram bem em fazer tocar os sinos das igrejas de Lisboa em honra às pessoas que faleceram nesse dia, na altura em que o terramoto destruiu parte (para não dizer tudo) de Lisboa.

O mais impressionante é pensar que, apesar de não sermos um país com vulcões activos e com uma falha que provoca oscilações, ou seja, com grande visto de desastres naturais, ainda não ter sido nada elaborado para podermos reagir à catástrofe no caso de ela acontecer.

Segundo dados de um artigo no jornal "Público", do dia 1 de Novembro de 2005, caso haja um novo sismo com a mesma intensidade e na mesmas circunstâncias, haveria mais cinco mil mortos (5000) do que em 1755. Apesar de existir neste momento mais pessoas a viver na zona da capital do que em 1755, deveria haver também habitações com melhor qualidade e a pensar nisso. Mas claro está, num país que está mal economicamente, é difícil arranjar maneira de os constructores construirem essas habitações.

No mesmo artigo, existe uma parte que me deixa algo reticente. Está escrito que uma das zonas em Lisboa que teria mais problemas, seria a zona do Parque das Nações... Fica a pergunta no ar: Há uns anos atrás, não diziam que era nessa zona que seriam construídos uns prédios novos que seriam capazes de aguentar a sismos?

Deixo aqui também, eu palavra de pesar pelas pessoas que faleceram durante o terramoto e uma palvara de agradecimento a todas as pessoas que fizeram com que Lisboa voltasse a "nascer" e a ser a capital deste país, que apesar de tudo, é muito grande.

Todos os dados do Público, estão na edição de 1 de Novembro de 2005, nas páginas 1 a 6, no tema de destque da edição.

quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Notícias do Mundo

Bósnio de 75 anos já casou 162 vezes

Um reformado bósnio diz já ter casado 162 vezes, feito que espera valer-lhe um lugar no Livro dos Recordes do Guiness. Em declarações ao semanário local Svet, Nedeljko Ilincic, de 75 anos, de Milosevac na Bósnia e Herzegovina, afirmou que quer contrair matrimónio pelo menos mais 100 vezes.
Pai de 14 filhos, este ex-empregado de mesa casou pela primeira vez aos 15 anos com uma mulher chamada Joka, 20 anos mais velha.
"Mas decidi logo divorciar-me porque não gostava dela e depois disso foi uma mulher a seguir a outra", acrescentou ao jornal. Segundo este reformado, alguns casamentos chegaram a durar alguns anos, enquanto outros terminaram após uma semana.
Actualmente solteiro, Nedeljko Ilincic diz-se preparado para voltar a casar pelo menos mais 100 vezes, sempre com mulheres diferentes.


Nem sei o que hei-de dizer para comentar este artigo, o número de vezes que casou e o número de vezes que ainda quer casar diz tudo...

Artigo escrito no dia 19 de Outubro de 2005 no Diário Digital

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Banalidades

Depois de muito tempo sem cá vir escrever qualquer coisa, hoje deu-me uma súbita vontade de vir cá...
Mas não pensem que venho escrever um texto com pés e cabeça e todo bem organizado. Vim cá mesmo só pelo prazer de escrever o que bem me apetece, ou seja, umas poucas de linhas sem qualquer tipo de conteúdo que se possa chamar útil.

Talvez seja pela euforia com que tenho vivido esta semana, um pouco agridoce, pois tenho andado com uma dor de dentes, devido ao nascimento de mais um dente, o chamado "dente do juízo" e a alegria que foi ver o Benfica vencer nas Antas. Um jogo que só vim o resumo, tal não é o meu grau de adepto...

E a semana ainda agora vai a meio, vamos esperar pelo resto...

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Política: uma dor de cabeça

Não sei se isto acontece convosco, mas eu ando já fartinho de ouvir falar em política e em eleições. As promessas são sempre as mesmas, de 4 em 4 anos, durante quase um mês, tudo é igual... Mas nem tudo é mau, como muitas pessoas dizem, nestes últimos 6 meses, colocou-se mais alcatrão na estrada e mais postes de electricidade na rua, do que nos 3 anos e meio anteriores, só por isso, acho que as eleições deviam ser de 3 em 3 meses, para este país andar para a frente.

E o que se há-de dizer dos slogans de algumas campanhas em Portugal... Uma que não me esqueço é a da Fátima Felgueiras: "Sempre presente", não consigo compreender como é que ela teve uma ideia tão luminosa para um slogan como este. Outra que me ficou na memória é a de um candidato à câmara de Odivelas, o slogan é "AmOdivelas" fazendo analogia a que não se candidata ao cargo na câmara só pelo poder, nem pelo dinheiro, mas sim por gosta da cidade e que quer o melhor para os odivelenses. Mas quem é que acredita nisto?

Será que alguém acredita no que os políticos dizem ou prometem, claro que não. Eu acho que os portugueses já votam segundo o que políticos têm capacidade para fazer e nunca segundo o que eles prometem. Ou então, fazem uma escolha aleatória dos candidatos.

Será que em vez de se fazer só um dia de reflexão, não seria possível fazer uma semana de reflexão? Até mesmo para os próprios políticos pensarem no que poderão mesmo fazer durante o possível mandato que terão.

Agora vamos esperar por domingo, que vai ser um dia em que todos os canais de televisão falam sobre o mesmo e que todos os políticos pensam que vão ganhar. Em relação aos restantes portugueses, votam e voltam para as suas casas para passar mais um dia, como todos os outros.

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Filme da Semana

Golo!

Estados Unidos - 2005
118 min - Acção/Aventura
M/12

Stephen Dillane (Actor / Actriz)
Kuno Becker (Actor / Actriz)
Danny Cannon (Realização)
Alessandro Nivola (Actor / Actriz)
Adrian Butchart (Argumento)

http://www.goalthemovie.com/

Quando Santiago Munez atravessou a fronteira mexicana para a América aos 10 anos, ele tinha duas coisas na sua posse: a sua bola de futebol e uma velha fotografia do campeonato do mundo. Trabalhando em empregos humilhantes enquanto cresceu em Los Angeles, a paixão de Santiago (Kuno Becker) era jogar futebol. Convencer o seu pai de que ele podia ser uma estrela do futebol internacional era outra história: “Existem dois tipos de pessoas neste mundo”, declara o Munez mais velho, “Pessoas em grandes casas e pessoas como nós...”.

Mas quando o britânico Glen Foy (Stephen Dillane), um amável antigo jogador de futebol, observa Santiago num jogo local, reconhece nele a habilidade, rapidez e a bravura de um jogador de futebol – o tipo de talento que o clube da primeira liga Britânica, Newcastle United está faminto por ter.

Agora, impulsionado para um país estrangeiro onde o futebol é uma religião e o Newcastle St. James Park é a sua catedral, este jovem latino-americano tem de provar que tem a coragem e o jogo para ganhar um contrato com um dos mais amados clubes de futebol no mundo.

Campos lamacentos, ventos frios e golpes trituradores dos colegas de equipa – para não mencionar desgraças pessoais, lesões e as tentações da vida de um jogador de futebol internacional – são alguns dos obstáculos que Santiago tem de superar para alcançar o maior dos seus objectivos.

Realizado por Danny Cannon (“CSI”) e tendo como cenário a atmosfera vibrante do futebol internacional, “GOLO!” apresenta uma promessa do cinema latino, o actor Kuno Becker. Alguns dos mais escaldantes representantes do mundo do futebol também fazem a sua aparição neste filme, incluindo David Beckham, Zinédine Zidane, Raul Gonzalez e o capitão do Newcastle, Alan Shearer.

Estreia nas salas de cinema portugueses a 29 de Setembro de 2005

Texto retirado em http://cinema.sapo.pt

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Notícias do Mundo

Idosa detida por plantar cannabis apesar de avisos

Reino Unido.
Patricia Tabram tem 66 anos e viu a sua casa ser revistada pela terceira vez pela polícia por possuir uma plantação de cannabis. A senhora já tinha sido alvo de grande polémica no início do ano quando admitiu que plantava droga para fazer bolos e doces, que depois distribuía pelos vizinhos e amigos. A "avozinha" defende que os medicamentos do Serviço Nacional de Saúde ingleses não tiram as dores e por isso decidiu plantar cannabis. A senhora Tabram já foi notificada pela polícia de que se voltasse a plantar seria mesmo presa, mas a idosa revelou não ter medo da prisão e promete não dar tréguas, lutando sempre pelos seus ideais. Patricia revelou que utilizava a cannabis apenas para seu próprio uso e, como tal, não pode ser acusada de mais nada.


Com notícias destas já se percebeu que não são só os jovens que andam metido no cannabis.

Esta notícia faz parte do jornal diário "Destak" de 20 de Setembro de 2005, edição nº 315, na página 4.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Como anda este país...

Depois de ter lido este texto, tive, quase obrigatoriamente, que colocá-lo aqui para levantar uma questão importante.

"Um e os outros
O ministro das Finanças de José Socrates, Fernando Teixeira dos Santos, vai ganhar 43,48 euros por dia de subsídio de alojamento por estar longe da terra natal, o Porto. Os bombeiros que ficarem incapacitados na luta contra os fogos receberão um subsídio diário de 41,217 euros.
"

Isto levanta uma questão, será que uma pessoa que está o dia todo sentado num escritório a assinar papeís, merece receber mais por estar longe de casa do que um bombeiro, que arrisca a sua vida diariamente nos fogos, por ficar incapacitado?

O texto acima transcrito, encontra-se na revista "Sábado" nº69 da semana de 26 de Agosto a 1 de Setembro.

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

E assim ficou...

Vida negra
Foi este o panorama com que ficou o Andreus, uma terra perto do Sardoal. O fogo esteve nas portas da aldeia tendo rodeado casas que se encontravam por ali. Não sei se é esta a imagem que queremos mostrar às outras pessoas como divulgação do nosso país. Não sei como é que pode haver pessoas que gostem de "pegar" fogo às suas casas e às casas dos seus vizinhos, só porque se querem vingar não sei do quê.
Mas a culpa nem sempre é de quem inicia o fogo, mas também de quem não limpa os seus terrenos. Quando passo numa serra que existe por cá, noto que há terrenos limpos com eucaliptos novos, mas que também existe o contrário, uma autêntica selva. Será que os donos desses terrenos cheios de tudo e mais alguma coisa, não têm a consciência que também estão a ajudar para que o fogo passe por aí, causando perigo às suas casas???

Espero que o fumo que enche o ar da nossa vila, desapareça, assim como todos os momentos menos bons que todas as pessoas passaram quando tiveram os fogos à sua porta, causando o pânico.


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