quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Agradecimentos

Depois dos últimos comentários, decide escrever um post só para agradecer a todas as pessoas que têm passado por aqui, mas especialmente às pessoas que o têm comentado.

Um agradecimento especial à pessoa ou às pessoas que comentaram o último e o penúltimo post. Não estou a ser irónico por não se identificarem ou se identificar, mas sim porque foram umas palavras que fazem todo o sentido.

Apesar que não achar que o espírito de Natal morreu, noto que a cada vez que acontece mais qualquer coisa nos meus Natais, eu perco mais um pouco desse espírito.

Aqui fica o agradecimento a todas as pessoas, conhecidas ou desconhecidas, que passam por este blog.

Uma viagem ao circo

Hoje fui ao circo, coisa que já lá não fazia há imenso tempo. E por causa disso, quando fui convidado pelo meu tio, no fim de semana passado, para ir ao circo hoje, ao circo que se encontra instalado no Parque das Nações, eu só pude dizer que sim.
Aceitei também porque o dia 21 de Dezembro não é um dia que me deixe muito contente desde há muitos anos e assim sendo, decidi que não ia ficar por casa a limpar lágrimas.

Ia, no entanto, um pouco séptico sobre o circo e se, passado tantos anos, ainda iria gostar do que iria ver... mas voltei a deixar-me levar pela magia. Pela magia elaborada pelos mágicos que nunca descobrimos como é feito, pela magia dos palhaços que só andam à estalada uns aos outros, ou pela magia com que os cavalos nos encantam, para não falar nos leões ou nas focas ou mesmo nos trapezistas. Fui levado novamente para o mundo da criança, onde se responde sempre à pergunta que os palhaços nos fazem, ou onde abrimos sempre a boca, quando vemos pela inésima vez um mágico fazer desaparecer a sua "partner" e fazer aparecer um tigre branco no seu lugar.
E durante quase 3h de alegria, truques, malabarismos e palhaçadas, esquecemos tudo o que de mal há na nossa vida e fica tudo bem.
Por muitas vezes que já tenha ido ao cinema ou ao teatro ou mesmo ao futebol, o circo é o único sítio onde a magia nos abraça e nos leva para outro mundo.

Claro está que quando saimos de lá, saimos mais leves de espírito, com a moral em cima e com a ideia que tudo está bem. Claro está que agora já não estou assim tão bem, mas sei que tudo poderá ficar bem...

Nem que seja quando voltar ao circo... ao circo da vida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

Época de Natal

Porque será que cada ano que passa, gosto menos da época de Natal?

Não consigo compreender mas se calhar, devido a tudo o que me tem acontecido nesta altura do ano, cada vez mais detesto esta época. Eu até gosto do Natal, passo a véspera e o dia de Natal com as pessoas da família e com quem mais gosto (por vezes) e é sempre uma ocasião onde reencontro pessoas que já não via há imenso tempo, para não falar nas prendas que cada vez mais vejo só a intenção das pessoas e nem chego a olhar ao que é que cada pessoa me dá.

Então porque é que, apesar de estar de férias, não ando contente??? Porque será que apesar de ter amigos sempre à minha volta, continuo a notar que me falta alguma coisa?
Talvez isto passe daqui a uns tempos, ou pode ser que me esqueça disto mal passe esta época que até hoje não me tem trazido nada de bom...

Tenho é que voltar ao trabalho, pois há mais um trabalhito para entregar na universidade e nos primeiros dias de Janeiro começa também, mais uma fase de exames.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Férias... :)

Estava a ver que não, mas finalmente estou quase de férias. Apesar do dia de hoje ter sido atarefado e muito complicado, consegui cumprir todos os "deadlines".
Tinha dois trabalhos para terminar e para entregar hoje, uma situação que se tornou um sucesso, mas que para lá chegar, teve custos físicos e psicológicos sobre mim. Houve muitas alturas em que me senti cansado e extremamente alucinado, mas no fim, tudo correu bem.
Não posso dizer que os trabalhos foram feitos para 20, mas devido às limitações de horários, tive que me dividir para dois trabalhos.

Agora é pensar nas férias, mas principalmente, pensar bem no fim de semana que se aproxima...

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Mas que semana...

Ainda a semana não vai a meio e já estou farto disto, são os trabalhos para acabar, são problemas que têm que ser solucionados, é uma panóplia de questões que, uma a uma se vão resolvendo, mas que arrasam por completo toda a paciência e seriedade que existe em cada um de nós. Faz com que fiquemos mais irritadiços e com falta de discernimento para poder pensar com calma sobre cada assunto.

E esta semana está a ser uma prova de resistência para muitos dos alunos presentes na minha universidade (ISEGI), eu incluído. É claro que as salas estão mais cheias de alunos com pressa para terminar cada trabalho seu, existindo depois aulas, com poucas pessoas. Não censuro essas pessoas que faltam para terminar o trabalho, pois eu próprio já fiz isso inúmeras vezes.

Vamos ver como termina a semana, que no meu caso já dura cerca de 8 dias seguidos, contando com feriado e fim de semana. Mas isto é um mal menor, pois se pensarmos em tantos problemas que tivemos e vamos ter ao longo da vida, isto de fazer um trabalho em tempo recorde, é só um grão de areia num deserto.


Vou mas é parar de escrever e volta ao meu trabalho...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Malditos trabalhos

São 18h da tarde e estou a preparar-me para sair do ISEGI, onde tenho estado desde as 9h da manhã, com uma pequena pausa de almoço, a fazer um trabalho que tenho que entregar e apresentar na próxima quarta-feira. Nem neste feriado, que é santo e que nem se devia estar a trabalhar, deixo de estar, eu e mais cerca de meia centena de pessoas, sentadas em frente a um ecrã a acabar trabalhos para a universidade. Dizem que a vida de estudante é que é bom e até são capaz de ter razão, mas também há momentos em que não é nada agradável andar em fins de semana e feriados a fazer trabalhos a correr.

Fica aqui este desabafo, num momento em que vou para casa, descansar e jantar, para amanhã, bem cedo, voltar à universidade para mais um dia de tarbalho.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Notícias do Mundo (II)

Governo «preocupado» com braço-de-ferro na Autoeuropa
Ministro do Trabalho e da Segurança Social atento «à situação de conflito» entre administração e trabalhadores sobre aumentos salariais, prémios de assiduidade e pagamento do trabalho suplementar. Novo acordo laboral deveria ter entrado em vigor em Setembro.


Infelizmente é uma história que se repete todos os dias, mudando só os personagens. Os trabalhadores querem melhores salários e até, nalguns casos, melhores condições de trabalho e as empresas, em vez disso, cortam nos mesmos, despedindo os trabalhadores e muitas vezes, fechando as portas, sem avisar nada nem ninguém.

O Governo nada faz, as greves sucedem-se, mas nada muda, continua tudo na mesma. É este o país onde um dia mais tarde quero trabalhar? Não me parece...
É por isso é que eu antes prefiro andar a estudar, pois assim não tenho tantas preocupações como se andasse a trabalhar. Mas esse tempo irá aparecer e nessa altura vou ter que andar preparado.

O artigo transcrito em cima é parte de um artigo presente no Portugal Diário no dia 5 de Dezembro de 2005.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Um livro, um filme, um album

Este fim de semana, como tive tempo de sobra, aproveitei esse tempo para ler um livro e para ver uns DVD's.
O livro, que recomendo vivamente a todos para o lerem, é "O diário da nossa paixão" de Nicholas Sparks. Eu sou um fã deste escritor, mas dos livros todos que já li dele, este foi o que eu gostei mais. Não vou desvendar nada sobre a história, mas empresto o livro a quem quiser ler.
Um dos filmes que vi durante o fim de semana foi "Uma casa, uma vida" (Life as a house) de Irwin Winkler, com Kevin Kline, Kristin Scott Thomas, Hayden Christensen e Jena Malone nos principais papeis. De todos os filmes que vi, este é o que eu recomendo. Apenas deixo a sinopse para perceberem um pouco mais da história do filme:
Esta é a história de um arquitecto de meia idade (Kline) que descobre que tem um tumor e que lhe restam apenas uns meses de vida. Confrontado pelas novas mudanças que surgem na sua vida, decide começar a trabalhar no sonho que sempre adiou de construir a sua própria casa.
Nesta altura de mudança, as pessoas que mais o transtornavam desde a sua ex-mulher, ao seu filho irreverente, voltam a aproximar-se lentamente dele apercebendo-se como as suas vidas se modificaram completamente.
A construção da casa perfeita transforma-se numa metáfora para a reparação de uma vida destruída...

Depois de recomendar um livro e um filme, achei por bem, recomendar também um album de música, que sempre que o oiço, fico com uma sensação de paz interior, que faz com que sinta que o dia vai ser em grande. O album é o "In between dreams" do Jack Johnson. Desde a primeira vez que o ouvi que passei logo a gostar da música dele. Fica para já, a ideia de ir vê-lo ao vivo no Pavilhão Atlântico.

Ficam aqui as recomendações de um fim de semana um pouco diferente do que costumava ter...

O diário da nossa paixão Uma casa, uma vida In between dreams

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

O estado da nossa saúde

Ainda estou um pouco incrédulo com a história que a minha avó me acabou de contar, mas já tinha ouvido falar de histórias idênticas. O meu avô hoje tinha uma consulta num hospital numa zona periférica à cidade de Lisboa, digo tinha porque quando lá chegou, depois de ter marcado essa consulta há quase 2 meses, a secretária que estava lá a atender os utentes "descobriu" que a consulta não estava no computador, ou seja, ou não tinha sido marcada ou tinha sido mal marcada.
Devido a um erro que não foi dos meus avós, eles não tiveram consulta, tiveram que fazer uma viagem de táxi de alguns quilómetros e o fim não tiveram a consulta a que tiveram direito.
Mas o melhor da história ainda está para vir, não só não tiveram consulta, perdendo tempo e dinheiro, como só conseguiram marcar consulta, para a vez da que não tiveram, para o mês de Setembro de 2006!!! (até me esqueci de perguntar o dia à minha avó).
Agora percebo porque é que dizem que a saúde em Portugal não anda bem, com pessoas assim a trabalhar nos hospitais, os utentes vão ter sempre razões de queixa.

Mas no fim, a quem é que nos vamos queixar? Ao hospital? Ao governo? À secretária? Eles vão pôr sempre as culpas noutra pessoa ou instituição e andamos assim, numa situação que é impossível de sustentar, pois a saúde é um dos bens mais preciosos que cada pessoa tem.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

250 anos depois...



Foi durante o dia de ontem que se "comemorou" os 250 anos do terramoto de 1755 em Lisboa.

Escrevo "comemorou" entre aspas, pois acho que não é uma grande comemoração, mas sim, um dia em que devemos pensar que somos minúsculos neste Mundo. Creio que fizeram bem em fazer tocar os sinos das igrejas de Lisboa em honra às pessoas que faleceram nesse dia, na altura em que o terramoto destruiu parte (para não dizer tudo) de Lisboa.

O mais impressionante é pensar que, apesar de não sermos um país com vulcões activos e com uma falha que provoca oscilações, ou seja, com grande visto de desastres naturais, ainda não ter sido nada elaborado para podermos reagir à catástrofe no caso de ela acontecer.

Segundo dados de um artigo no jornal "Público", do dia 1 de Novembro de 2005, caso haja um novo sismo com a mesma intensidade e na mesmas circunstâncias, haveria mais cinco mil mortos (5000) do que em 1755. Apesar de existir neste momento mais pessoas a viver na zona da capital do que em 1755, deveria haver também habitações com melhor qualidade e a pensar nisso. Mas claro está, num país que está mal economicamente, é difícil arranjar maneira de os constructores construirem essas habitações.

No mesmo artigo, existe uma parte que me deixa algo reticente. Está escrito que uma das zonas em Lisboa que teria mais problemas, seria a zona do Parque das Nações... Fica a pergunta no ar: Há uns anos atrás, não diziam que era nessa zona que seriam construídos uns prédios novos que seriam capazes de aguentar a sismos?

Deixo aqui também, eu palavra de pesar pelas pessoas que faleceram durante o terramoto e uma palvara de agradecimento a todas as pessoas que fizeram com que Lisboa voltasse a "nascer" e a ser a capital deste país, que apesar de tudo, é muito grande.

Todos os dados do Público, estão na edição de 1 de Novembro de 2005, nas páginas 1 a 6, no tema de destque da edição.



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